Pensas que é o fim do mundo, mas não é, achas que a tua dor é a pior de todas as dores já existentes, mas estás enganado. Fácil é sofrer, passar dias trancado no quarto, chorar até que a última gota do teu corpo esgotar. Difícil é superar, e mais difícil ainda é se convencer de que superas-te. Fácil é acabar com a vida para acabar com a dor, difícil mesmo é levantar todos os dias com um buraco no peito e vestir a roupa, dizer que estás bem como se fosse fácil, mas complicado é estar realmente. Escutar aquela música, sentir aquele cheiro e visitar aquele lugar parecem ser coisas que ardem o fundo da alma, porque as lembranças doem como álcool em ferida aberta, mas a verdade é que não sentir mais nada dói bem mais. O fim de um sentimento é mais triste do que o nosso fim propriamente, pois é mais difícil enterrar histórias, momentos e sorrisos, enquanto ainda há uma faísca no meio do fogo apagado, e de certa forma também ainda há importância. Sofrer por se importar é natural, estranho é sofrer por não fazer mais diferença alguma. Fácil é olhar a vida passando e ficar parado no mesmo lugar, amargurado, desiludido, cabeça baixa. Difícil é respirar de peito cheio e não se deixar abalar por nada, fácil é chorar pela cicatriz adquirida, difícil é aceita-la como uma tatuagem interna que faz parte de ti, mas a escolha será sempre tua de estar dentro de uma bolha onde existe somente o silêncio e a solidão, ou sair dela e erguer a cabeça, seguir em frente e aprender que sem apego ao passado é o mesmo que não haver amarguras, tristezas e decepções.
12 de abril de 2013
without attachment=without disappointments
Pensas que é o fim do mundo, mas não é, achas que a tua dor é a pior de todas as dores já existentes, mas estás enganado. Fácil é sofrer, passar dias trancado no quarto, chorar até que a última gota do teu corpo esgotar. Difícil é superar, e mais difícil ainda é se convencer de que superas-te. Fácil é acabar com a vida para acabar com a dor, difícil mesmo é levantar todos os dias com um buraco no peito e vestir a roupa, dizer que estás bem como se fosse fácil, mas complicado é estar realmente. Escutar aquela música, sentir aquele cheiro e visitar aquele lugar parecem ser coisas que ardem o fundo da alma, porque as lembranças doem como álcool em ferida aberta, mas a verdade é que não sentir mais nada dói bem mais. O fim de um sentimento é mais triste do que o nosso fim propriamente, pois é mais difícil enterrar histórias, momentos e sorrisos, enquanto ainda há uma faísca no meio do fogo apagado, e de certa forma também ainda há importância. Sofrer por se importar é natural, estranho é sofrer por não fazer mais diferença alguma. Fácil é olhar a vida passando e ficar parado no mesmo lugar, amargurado, desiludido, cabeça baixa. Difícil é respirar de peito cheio e não se deixar abalar por nada, fácil é chorar pela cicatriz adquirida, difícil é aceita-la como uma tatuagem interna que faz parte de ti, mas a escolha será sempre tua de estar dentro de uma bolha onde existe somente o silêncio e a solidão, ou sair dela e erguer a cabeça, seguir em frente e aprender que sem apego ao passado é o mesmo que não haver amarguras, tristezas e decepções.
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