9 de abril de 2011

sketch

um silêncio constante, um olhar perdido, um desespero que trás saudade, memórias ainda por esquecer e actos que ficaram marcados. um esboço de dois seres apaixonados, de duas almas completas de eterno amor, duas mãos dadas, noites abraçados contemplando as estrelas ao sabor do vento com o barulho recordado das ondas, noites de intensa lealdade onde o meu corpo e o teu sabiam todo o sentido e todas direcções, os lábios ditavam todas as promessas, o olhar todo o sentimento. os limites foram atingidos, sem mais fronteiras e desculpas, sem mais sentimento, o ingrediente essencial deixou de existir numa relação a dois, as duas almas dividiram-se, as mãos agora separadas, os sonhos e planos deixados para trás, a tua partida silenciosa sem explicação, mas que deixou sempre o esboço no meu ser. sem uma única palavra, as promessas foram desfeitas e enroladas pelas ondas que acabaram por ser levadas em vão, levadas para as profundezas de plena escuridão. ficou a recordação, a lembrança, um esboço de um amor agora desfeito, esquecido, apagado que ficou por descrever. ficaram páginas em branco, outras rasgadas e jogadas fora, quando as lembranças batem à porta do coração doí, deixa cicatriz que jamais será apagada, porque o primeiro amor é o mais intenso, o mais marcante. um fim não foi algo que esperei de uma história como esta, mas tudo dura o seu tempo para podermos aprender com certas situações, controlar alguns dos nossos sentimentos e lidar com a dor que nos incomoda cada vez que o coração é atraído pelas recordações. quando nada mais faz sentido, temos de saber deixar para trás, aprender, esquecer, não depender de alguém ou algo e seguir em frente, porque o futuro pode nos reservar algo melhor, o passado apenas fica bem guardado, porque afinal a nossa vida também é feita à base de recordações e esboços.

Sem comentários:

Enviar um comentário