4 de abril de 2011
the silent farewell
uma despedida, o silêncio que permaneceu, uma lágrima deitada em forma de expressar o sentimento e um espaço vazio que reveste um determinado ser desde o dia que partiste. escrevo-te todos os dias em forma de te relembrar e espero que um dia respondas a todas estas cartas, a todas as minhas palavras, a todo este sentimento que deixa-me abalado e revoltado por não te poder sentir novamente e voltar a ver esse sorriso quando sabias que tudo estava prestes a ir em vão. o brilho do teu olhar iluminava qualquer pessoa, o teu abraço era a resolução de todos os meus problemas e as tuas palavras fizeram de mim um homem crescido. ensinaste-me agir e a lidar com todas as situações, abris-te e moves-te portas ao meu sonho e foi contigo que descobri a verdadeira paixão pelo o surf, pelo o mar, de um mundo mais além do que aquilo que parece ser, porque não existe ninguém que sinta o surf e o mar como eu, porque é lá que eu consigo sentir o teu ser novamente sem tocar e ver, é lá que as ondas transmitem a tua força e eu meto em prática a coragem que sempre demonstras-te e a linha do horizonte mostra-me que consigo ir mais além, como tu fizes-te até ao último dia. admiro-te como nunca admirei ninguém, orgulho-me do homem que eras e acredito que ainda o sejas e é por isso que sigo todo o teu caminho, todos os teus passos agarrando e demonstrando tudo aquilo que ainda resta de ti. por seres aquilo que sempre mostras-te a tua partida foi injusta, porque um homem como tu não mereceu tanto sofrimento e desculpa por não ter estado por perto naquele momento, mas o teu sorriso permanece a todas as horas, a tua fotografia acompanha-me todas as noites, as tuas palavras fizeram de mim alguém mais forte e choro por esta saudade que consome o meu ser, por uma despedida tão silenciosa e amargurada que ainda hoje deixa magoa em mim e levarei até aos meus últimos dias. foste um pai para mim, até já avô.
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