28 de janeiro de 2011

no return

não sei o que escrever, não o sei o porque de o fazer. nada me faz esquecer-te, até mesmo escrevendo não me sais do pensamento. quero escrever algo diferente, mas o instinto leva-me até ti e faz com que escreva só sobre ti, sobre a nossa história. eu não quero, os meu dedos não parem, os meus olhos concentram-se no ecrã e os meus pensamentos em ti. eu não te desejo mal, apesar de todo o sofrimento que me estás a causar, só quem ama ou amou intensamente sente tal dor que domina o coração. isto é pior que estar doente, a saudade domina, a mágoa leva-nos ao fracasso e a escuridão absorve-nos. que raio de sentimento é este? da cabo de mim, parece que estou a morrer por dentro. eu não peço que te afastes ou que me digas uma palavra, mantêm-te apenas perto, porque assim consigo sobreviver, sinto-me seguro e assim o meu coração sente-se estável. sais-te, fechas-te a porta e nunca mais regressas-te e desde esse dia apenas estou vivo por fora, levas-te o meu coração e sempre disse-te que se um dia partisses o meu coração iria contigo, porque ele sempre irá pertencer-te.

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