4 de novembro de 2012

dear father

os dias continuam a passar e tu não estás presente, é rara a noite em que não derramo uma lágrima pela a tua partida, continuo a crescer sem ti, apenas seguindo cada passo daquilo que foste e deixas-te por cá. a mãe diz que estou a ficar um homem e parecido contigo, lembra-se de ti cada vez que deixo escapar uma gargalhada enquanto recordamos a tua imagem e eu apenas desejando que todas as palavras que ela soletra fossem vindas da tua boca também, mas hoje só restam pedaços de memórias que vou juntanto aquelas que já existiam enquanto estiveste por cá. sinto orgulho na pessoa que és, gostava que um dia soubesses que cresci muito contigo e com a tua partida, que soubesses que hoje tenho uma mulher na minha vida com quem quero construír uma família e dar o teu nome ao teu neto e contar as tuas histórias, gostava que soubesses que é ela que abranda em mim a dor de não te ter e que me faz sorrir. aprendi que a vida não é o que nós queremos, mas sim aquilo que já nos está destinado e que a tua ida tem em mim algo reservado ainda por desvendar, mas por agora apenas ficou a dor da tua partida, com a vontade em mim de parar as horas para que os dias não passem e não chegue novamente o dia da tua partida, porque recordo como se fosse hoje, como o pior dia da minha vida. amo-te pai

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